Quando digo "te amo"
eu visto um verso.
Quando digo "adeus"
então visto o avesso.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Segredos

Não entendo por que
há histórias de amor
mentes destorcidas
dor de dente e unha encravada:
no primeiro caso
há tudo o que não
se gastou na mão
e insiste gozar
no segundo, existem
tanto os gênios
como os lunáticos
e todos têm prazer
no último, a gente
tropeça na pedra,
no caminho topa,
cai, levanta e sai xingando.
Nunca entenderei a razão
de que o contrário
também é válido
e também morre e fica pálido.
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Autor:
Isaias Zuza Junior
às
5/07/2009
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Marcadores: desencontro, procura
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Fabricação

Um movimento desencadeia
movimentos de máquina e solidão:
o prisioneiro se vai caminho
e, à tona, o choro desenferruja
as engrenagens do peito,
as dores do músculo.
As peças fabricadas em série,
os movimentos cegos do corpo
e as montagens dos momentos:
tudo é produto da massa
que solda os fios da vida
e solta o cegos de mãos vazias.
A fábrica da vida
é só isso, por metáfora dizer:
bater martelos nos
parafusos da cabeça
a largar os loucos
fora de suas casas,
longe de seus amores.
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Autor:
Poesia
às
12/01/2008
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Marcadores: corpos
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Tatuagem

O que marca
a pele na pessoa
que existe
do outro
O que troca
o pelo ao passo
que morre
o eu antigo
O que resiste
ao interesse
que persiste
O culto parado
e história
se contando.
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Autor:
Isaias Zuza Junior
às
9/23/2008
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Marcadores: corpos
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Representação do amor na idade da pedra esculpida
Lasco pedra
Tasco pedra
Masco os fumos
No cume do molde
Findo e fundo o afã,
Autor:
Isaias Zuza Junior
às
9/16/2008
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sábado, 28 de junho de 2008
A serviço da palavra
A palavra é uma foda
e também uma corda:
recai em prazer
e morte em vários corpos.
Alguns declaram amor,
outros se enforcam.
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Autor:
Isaias Zuza Junior
às
6/28/2008
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Marcadores: corpos
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Badalada

Estridentes as mãos, cantavam os olhos.
Batendo os pés bailavam os gestos.
Sorrindo os braços se davam aos pares.
Em seus saltos sorrisos, soltos os braços.
Soavam os sinos em passos humanos.
Choravam em gotas os solitários.
Em moinhos de dança Quixote estava.
Lutando astuto, cantando distinto.
No paço, batalhas com seus gigantes.
De bailada dia e noite não havia
outra amiga que encontrasse em sua vida
pois de badalada assim bela dama ele tinha.
Em tempos distantes, em corpos amantes,
se sonhos ou não, do suor dos rostos
ficaram pra sempre senhor e senhora do baile.
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Autor:
Isaias Zuza Junior
às
5/19/2008
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Marcadores: fantasia