Pensei uma palavra
para preencher
o espaço duro e vazio:
veio-me a mente
como um tiro seco
e silencioso
a palavra
escopeta.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Enquanto isso, num jornal...
Autor:
Poesia
às
8/30/2011
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Marcadores: teoria furiosa
sábado, 20 de agosto de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Estrangeiro

É tão grande o mundo
quando o mundo mora ao lado,
quando ao lado fica um jardim,
se no jardim reconheço as flores,
se as flores não morrem comigo,
se comigo trago o mundo no peito.
Minha vida, tão boba e normal,
com meus livros no armário,
minha pasta de dente acabando,
nada conta, nada a declarar
e tudo, quando junto numa casa,
é só mais uma casa fora de sua terra.
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Autor:
Poesia
às
5/18/2011
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Marcadores: distância
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Coda
o peso dos pássaros:
eu voo sol e chuva.
Minhas posses são
pensamentos espassos:
eu pouso sol e chuva.
E por haver incessante
esta vida basta:
eu vivo sol e chuva.
E por ser passante
tudo me é efêmero:
até mesmo o sol,
até mesmo a chuva.
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Autor:
Poesia
às
4/21/2011
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Marcadores: corpos
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Contra remédios paliativos

Em caso de perda
de documentos, memória
dados ou fé
não adianta xarope
novalgina, padre ou polícia
porque a vida não
é lembrança, é instância
a vida não
é informação, mas acontecimento;
a vida nunca foi doença
porque é importante ser febril
e jamais será prisão
senão fogo nas matas,
tão pouco santa
visto ser humana e imediata
com tudo o que vier
agora sem dados ou datas.
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Autor:
Poesia
às
4/18/2011
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Marcadores: teoria furiosa
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Perversão amorosa

Porque o amor não
é lembrança - é instância
quando
o amor não
é informação,
mas acontecimento;
o amor nunca foi doença
porque é importante
ser febril
e nunca foi prisão
- pois ata em reunião -
ainda que em terno e gravata
folga com a verdade
mas tampouco foi santo
visto ser humano
e imediato -
rasgou fotografias
falou palavrões
entortou-se nos dias
juntou-se aos garfos
e procurou nas gavetas
o que o segredo reunia.
Então, como um bibliotecário
te convidei
para dançar
você subiu ao meu altar
e eu caí do céu
até que vi
que o que houve foi
a confissão do mistério humano,
a leitura das expressões.
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Autor:
Poesia
às
8/04/2010
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Corpo de barro

Sem espelho de beleza
não reparto nem desfaço
que tudo é inteiro e certeza:
caminho a ritmado passo.
Não me importa a novidade
pois minha alma é antiga:
só eu tenho esta verdade,
não há quem ouça o que eu digo.
Todo o tempo sou um só:
guardo a mesma porção
de infinidade e de pó
no eco de meu coração.
Se uma estrela eu for no céu
ficará em terra o que fiz:
mistura dura em papel
e o barro por meu matiz.
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Autor:
Poesia
às
7/29/2010
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Marcadores: corpos

